[b]Jacinto Guerreiro[/b]
Identidade
Nome: Jacinto José Carlos GuerreiroIdade: 58 anos
Estado Civil: Casado, com Maria Lucília
Naturalidade: Aivados – Castro Verde
Descendência: Duas filhas e dois netos, a Catarina, e o Rodrigo
Profissão: Metalúrgico
Percurso
Filho de trabalhadores rurais, Jacinto Guerreiro veio para a Baixa da Banheira ainda rapaz, tendo o pai ingressado na Siderurgia Nacional.
Jacinto fez a instrução primária na sua terra natal e, mais tarde, frequentou o curso de formação de serralheiro. Nas oficinas da CP tirou o curso de aprendizagem da sua profissão.
Começou a trabalhar aos 15 anos, como aprendiz, nas oficinas da CP, no Barreiro. Entretanto, passa a traçador, profissão que manteve durante toda a sua carreira profissional. Em 1968, passou-se para a Cometna, em Palmela, também como traçador. Presentemente, está na situação de pré-reforma.
Na Cometna fez parte da Comissão de Trabalhadores, por três vezes, foi delegado sindical e representou os trabalhadores em reuniões com a administração.
Como militar assentou praça em Lagos e fez uma missão na Guiné.
Colaborador do jornal O RIO, os seus escritos são sempre muito elaborados e de uma síntese perfeita. “Quando faço alguma coisa procuro sempre fazer bem”, explica. Este jeito para escrever vem-lhe de uma costela espanhola, de um seu antepassado cuja influência chegou até à sua avó paterna, muita amiga de engraçar as conversas e as cantigas. Jacinto gosta muito de poesia, daqueles poemas que têm palavras e ideias que fazem pensar. É também um poeta popular.
Jacinto Guerreiro é militante do Partido Socialista. Já menos activo, mas foi membro da Secção da Baixa da Banheira e da Concelhia da Moita. Diz ser socialista “por ser moderado. Não podia estar noutro lado”.
Sempre em representação do PS, foi eleito para a Assembleia de Freguesia da Baixa da Banheira, onde fez dois mandatos, e foi deputado na Assembleia Municipal da Moita, durante um mandato.
Jacinto é também um associativista, com actividade no Grupo Columbófilo Banheirense e no Clube União Banheirense “O Chinquilho”, nos quais tem ocupado cargos nos órgãos sociais. Na Columbófila é sócio concorrente e, presentemente, é secretário da Direcção.
Perfil
Homem de valores, Jacinto Guerreiro é um defensor da liberdade, da tolerância e da solidariedade. É um socialista convicto. Na política podia ter ido mais longe, mas, como ele próprio diz, “com pouco se contenta”, talvez por ser oriundo de uma aldeia alentejana onde a vida era dura mas simples.
Ainda hoje, Jacinto se orgulha do seu sentido de tolerância ter contribuído bastante para o apaziguamento das ‘tensões’ vividas no C.U. B. O Chinquilho, por altura do PREC, e pela reconciliação que depois se verificou na colectividade.
Na vida acha que “o que vale a pena ser feito, vale a pena ser bem feito”, por isso é organizado, metódico e rigoroso naquilo que faz. Para ele as coisas que há a fazer têm mesmo de ser feitas. A sua companheira completa-o, tornando-se a sua melhor colaboradora e incentivando-o a fazer novas coisas.
Socialmente gosta de falar e de se relacionar com todas as pessoas, mas não dispensa certas ocasiões para estar só, de modo a fazer “as suas coisas” e poder reflectir.





