União Desportiva e Cultural Banheirense insiste na discriminação que sente na utilização do campo municipal
A União Desportiva e Cultural Banheirense retomou, este ano, a sua matriz natural – o futebol –, indo ao encontro do desejo dos seus associados. Está a disputar a 2ª divisão distrital em futebol sénior.Todavia, o Clube debate-se com um sério problema na utilização do campo municipal, situado no Vale da Amoreira. A Direcção queixa-se de discriminação relativamente ao horário de utilização
do campo de futebol para os treinos, à falta de uma dependência para guardar os equipamentos e material de treino, e à não utilização do bar durante os seus jogos.
Esta questão da utilização do campo de futebol agravou-se com a elaboração de um protocolo entre a Câmara e o Desportivo Portugal, ‘sem o nosso conhecimento’, que coloca o campo municipal sob jurisdição do D. Portugal, ficando os restantes clubes da vila praticamente sem quaisquer direitos. Só depois do facto consumado é que o presidente da Câmara chamou os clubes para impor o protocolo que entregava a gestão do campo ao Desportivo Portugal, sem salvaguardar os direitos que a UDCB e outros clubes deveriam ter naquele campo.
Segundo Amândio Esteves, o Grupo Desportivo e Recreativo Portugal não paga taxa pela utilização do campo, pelo contrário ainda arrecada as receitas dessa taxa paga pelos outros clubes do concelho (da Baixa da Banheira em concreto) quando utilizam o campo municipal. “No fundo somos nós que estamos a patrocinar o futebol do G.D. Portugal”, reage o presidente da União.
“A injustiça do que se está a passar no campo municipal é ainda mais sentida porque tratámos daquele campo de futebol durante cerca de 30 anos e, agora, vemo-nos na condição de estranhos em relação ao campo e sujeitos à hegemonia discriminatória do Desportivo Portugal, sem pudermos utilizar o “Bar” nem qualquer dependência para guardar o material desportivo”, queixa-se o presidente. “Afinal, o campo é ou não municipal? Ou é do Desportivo Portugal?”, interroga-se Amândio.
Para a União D.C. Banheirense a utilização do campo municipal é discriminatória. O Desportivo Portugal tem seis equipas, nos diversos escalões etários, e ocupa o campo nas horas que quer e lhe convém, enquanto a UDCB é obrigada a fazer os treinos da sua equipa às 22 horas. Esta é uma hora imprópria para os treinos por colidir com o jantar dos jogadores, obrigando-os a comerem a desoras. Por outro lado, os treinos acabam demasiado tarde, quando regressam à sede já esta está fechada, tendo os equipamentos e material desportivo que ficar na carrinha, sujeitos a roubos. “Por este andar, ainda seremos obrigados a alugar um campo fora do concelho”, lamenta-se Amândio Esteves.
A União D.C. Banheirense quer utilizar o campo municipal nas mesmas condições de todos os outros clubes da vila da Baixa da Banheira. “No acto da inauguração deste campo, o actual presidente da Câmara disse que o campo seria para o Grupo D. Portugal e para os outros clubes da Baixa da Banheira, inclusive que o campo poderia vir a ser utilizada pelas escolas mais próximas”, recorda o presidente da UDCB.
“O que nós queríamos era termos alguns direitos na utilização do campo, nomeadamente: um horário mais apropriado para os treinos; uma dependência onde pudéssemos guardar os materiais desportivos; e a exploração do bar durante os nossos jogos”, vinca o presidente.
A Direcção da União Banheirense espera que as coisas se harmonizem, mas se nada ficar resolvido, “a Direcção da UDCB fará um abaixo-assinado por toda a população da Baixa da Banheira, a denunciar a discriminação a que estamos sujeitos e a reclamar um tratamento com direitos”, adverte Amândio Esteves.
> José de Brito Apolónia





