A apresentação pública do protocolo de financiamento da candidatura “Vale Construir o Futuro” teve lugar no sábado, na biblioteca municipal do Vale da Amoreira.
● O investimento global: 8 milhões de euros;
● Comparticipação de fundos comunitários: 3,5 milhões de euros;
● Comparticipação do Ministério do Ambiente: 2,7 milhões de euros;
● Prazo de execução dos vários projectos: 2012;
● O contrato de financiamento envolve o município da Moita, cinco ministérios além do ministério do ambiente, e cinco parceiros de natureza local e cívica.
● Foi feita a apresentação pública da programação e projecto de arquitectura do Centro de Experimentação Artística.
A sessão solene de assinaturas dos três protocolos, no âmbito do programa de acção “Vale Construir o Futuro”, teve a presença da ministra do Ambiente e Ordenamento do Território, Dulce Pássaro, secretária de estado do Ordenamento do Território e das Cidades, Fernanda Carmo, do governador civil, Manuel Malheiros, do presidente da Junta de Freuesia do Vale da Amoreira, Jorge Silva, do presidente da Assembleia Municipal da Moita, Joaquim Gonçalves, e do presidente da Câmara Municipal da Moita, João Lobo.
O programa de acção “Vale Construir o Futuro” é uma nova oportunidade para o desenvolvimento da freguesia, que permitirá concretizar projectos fundamentais para a qualidade de vida e o bem-estar da população. Os projectos incluídos na candidatura “Vale Construir o Futuro” assenta em quatro grandes áreas de Intervenção:
Requalificação urbana, com várias intervenções no espaço público, apoio na auto-reabilitação de edifícios e habitações, que irão melhorar a imagem da freguesia.
Coesão social, com destaque para o Espaço Gimnodesportivo coberto, com balneários e bancadas da Escola Secundária; a requalificação da biblioteca; e diversas acções de ajuda a cidadãos em situação de vulnerabilidade.
Artes no Vale, com a construção de um Centro de Experimentação Artística, que prevê uma sala de espectáculos (multiusos) e diversas salas de trabalho: estúdios de música e espaços para dança e teatro.
Serviços de apoio à comunidade, nomeadamente: gabinete de emprego e apoio ao empreendedorismo; acções de formação; apoio às actividades económicas existentes; e criação do mercado para a diversidade.
O investimento global estimado para o “Vale Construir o Futuro” é de 8 milhões de euros., prevendo-se a comparticipação de fundos comunitários até 3,5 milhões de euros. O prazo de execução dos vários projectos aprovados é 2012.
O presidente da Câmara Municipal da Moita, na sua intervenção, congratulou-se com a assinatura do protocolo de financiamento da candidatura “Vale Construir o Futuro”, sem deixar de lembrar importantes projectos que continuam a não ser executados, como a requalificação da Avenida 1º de Maio e a criação de um posto policial na freguesia, onde existe uma complexidade de identidade social, étnica e cultural. João Lobo considera que este protocolo “representa mais um avanço para a dinamização da vida nesta comunidade, assegurando que continuaremos com o empenho de sempre e a vontade renovada porque acredito que “Vale Construir o Futuro”.
João Lobo também manifestou o seu contentamento pelas assinaturas dos Contratos de Comodato com a Associação Cabo-Verdiana dos Amigos da Margem Sul do Tejo e com o Centro de Reformados e Idosos do Vale da Amoreira, “um avanço determinante para a criação do Centro Comunitário e Multiserviços do Vale da Amoreira”, vincou.
A ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território destacou: o papel do programa “Parceria para a Regeneração Urbana, no contexto do esforço do Governo para a requalificação das cidades; as qualidades que destacam este projecto “Vale Construir o Futuro”; a iniciativa “Bairros Críticos” no Vale da Amoreira e o papel do Centro de Experimentação Artística, cuja programação e projecto de arquitectura foram apresentados e festejados publicamente.
Dulce Pássaro reforçou ainda o aspecto da especificidade do projecto “Vale Construir o Futuro”, destacando o papel da Câmara Municipal da Moita, o IRU e dos demais entidades parceiras no plano de acção, que souberam eleger soluções de intervenção adequadas às particularidades do território, e, a par da requalificação do espaço público, incluíram as dimensões social e económica.
O contrato de financiamento envolve o município da Moita, cinco ministérios além do ministério do ambiente, e cinco parceiros de natureza local e cívica. É um projecto, nos seus objectivos e na parceria que envolve, vem dar continuidade à intervenção e aprofundar a intervenção em curso no Vale da Amoreira, ao abrigo da iniciativa dos “Bairros Críticos”. “Neste contexto, é compreensível o empenhamento do Ministério do Ambiente no protocolo hoje assinado, que se exprime também no esforço financeiro que assume, assegurando mais de 60 % de comparticipação nacional das despesas elegíveis do projecto, e 35 % do investimento total”, afirmou a ministra.
Sobre a apresentação pública da programação e projecto de arquitectura do Centro de Experimentação Artística, Dulce Pássaro considerou-o o projecto âncora do Programa “Bairros Críticos”, um programa que surgiu das dinâmicas e dos interesses dos jovens do bairro, e pretende dar resposta a nível da cultura para a educação, para a formação e para o emprego, promovendo a reintegração sócio-urbanística e a imagem do Vale da Amoreira. “É pois com enorme satisfação que assisto ao arranque de duas etapas fundamentais da iniciativa “Bairros Críticos”: a consolidação do seu funcionamento com o protocolo hoje assinado e a primeira etapa na implementação do Centro de Experimentação Artística”, concluiu a ministra.
J. BA