“Tomada de posse dos Eleitos para a Junta de Freguesia de Alhos Vedros, uma noite triste para todos os que se reclamam dos valores de esquerda”.
Li e reli, com a devida a atenção o artigo cujo título se cita e que vem escrito na versão on-line de “O Rio”.
Perante o facto consumado que certamente foi discutido democraticamente, no local próprio, em amplo debate e em que várias opiniões foram ouvidas, e assim tomado por unanimidade, ou até só por maioria, resta-me a mim que não estive presente, nem fui tido nem achado sobre uma eventual reunião decisória apesar de orgulhosamente militante do P. C. P. e da unidade espelhada na génese da causa C. D. U., dizer que (jamais fazendo “coro” com a populista esquerda) não concordo com o “casamento” C.D.U./P.S.D., na Freguesia de Alhos Vedros.
Opinião mais geral, sobre tais “tácticas”, talvez um dia venha a dizer algo; agora darei tempo, ao tempo, mas, “lembro” só e agora que tal se tentou com a mesma parceria, pós Eleições Autárquicas/1997. Viu-se para quem queira ter memória o que deu, durante os consequentes quatro anos de mandato, tanto a nível de Assembleia de Freguesia (onde existiu uma minoria C. D. U.), como a nível de Executivo de Freguesia, onde tal facto era também uma realidade.
Diga-se que o parceiro tentado na altura, é mais do mesmo do que é a realidade de hoje. Sabendo-se os resultados das Eleições Autárquicas na Freguesia de Alhos Vedros, realmente surpreende qualquer um que se defina, e pratique no seu dia a dia regras democráticas de verdadeira esquerda, mais surpreenderá a aliança feita no dia 30/10/2009. Mais comentários por agora face ao facto consumado, penso que serão desnecessários; aguardemos pois os “novos desenvolvimentos”, e ao prático (sobretudo) que conduzirá tal concretização de aliança C. D. U. / P. S. D., na Freguesia de Alhos
Vedros.
Não me irei deter em considerandos sobre os resultados das Eleições Autárquicas, precisamente porque penso que os Alhos Vedrenses são pessoas com consciência e saber, e eles mesmos saberão tirar a devida e por si, conclusão. Contudo, permito-me só dizer que jamais, mesmo no deserto, concordarei com a abstenção. Existe uma outra forma de se mostrar (eventualmente) o desagrado, até com … todos; agora pura e simplesmente não ir votar, permitam-me, é faltar a um dos mais elevados deveres de cidadania.
Voltando ao “casamento” público de 30/10/2009, será que o mesmo foi tentado à esquerda, sabendo-se que existe pelo menos um elemento hoje do B. E. (Bloco de
Esquerda), que no mandato de 1994/1997, pertencia à extinta U. D. P. (União
Democrática Popular) e tinha assento na Assembleia de Freguesia, e que até unitáriamente fez um trabalho positivo, tanto nas próprias sessões da Assembleia de Freguesia, como nas Comissões de Trabalho criadas no âmbito do mesmo Órgão Deliberativo?. Sobre o “chamado” Partido Socialista onde incluirei só aqueles que efectivamente têm demonstrado continuamente um percurso como tal, a questão põe-se na mesma; foi tentada a convergência de ideias, e objectivos, com o Programa C. D. U. face aos resultados de 11/10/2009?.
Para terminar, sem populismos, e/ou busca de dividendos de um acto menos reflectido, mas ao invés, preferindo já um acto reflectido, certamente que, quem esteve menos certo não foi o Eleitorado da Freguesia de Alhos Alhos Vedros, que por maioria votou e bem, penso eu, C. D. U. (Coligação Democrática Unitária), mas sim quem a ele se substituiu, fazendo o .que fez. Nada está explicado se, alguma “explicação” existir para tal acto.
Manuel Norberto Baptista Forte