A Comissão Coordenadora da Moita da CDU lançou a candidatura de Joaquim Gonçalves e de João Lobo à presidência da Assembleia Municipal e da Câmara Municipal da Moita, respectivamente, ontem, dia 27 de Março, na Moita.
“As listas da CDU que concorrerão às eleições autárquicas em Outubro de 2009, apresentam-se como continuação de uma obra de transformação e progresso, com inegável trabalho e obra realizada no concelho da Moita”, afirmou Eduardo Vieira, responsável político do PCP no concelho da Moita, ao anunciar o nome dos cabeças de lista às eleições municipais.
Três actos eleitorais
João Lobo assumiu, com muita honra e orgulho, ser candidato à presidência da Câmara Municipal da Moita nas listas da CDU. “Com esta recandidatura, eu e todos aqueles que vierem a integrar as listas da CDU, assumem uma grande responsabilidade, e o empenho de todos é fundamental”, observou.
O cabeça de lista à Câmara Municipal reconhece que 2009 não será um ano fácil, com 3 actos eleitorais: as eleições europeias, as legislativas, e as autárquicas, nas quais os candidatos da CDU têm um projecto para defender, “dando a conhecer e mostrando que existem alternativas políticas com provas dadas”.
Nas autarquias locais, “o nosso projecto tem-se evidenciado, com um estilo de gestão e uma forma de exercício do poder clara e transparente, na defesa dos interesses e dos direitos das populações, que nenhuma outra força política pode igualar”, afirmou.
Temos obra feita!
No actual mandato “propusemo-nos desenvolver um conjunto de 10 medidas em tantas outras áreas, e a escassos meses de concluirmos o trabalho destes 4 anos podemos afirmar que temos obra feita no concelho”. Entre as muitas obras realizadas apresentou o caso da Piscina Municipal da Moita, cujo projecto está concluído, “continuamos a trabalhar para encontrar uma solução financeira que viabilize a sua construção e acreditamos que essa solução será alcançada este ano”, avançou.
“Temos obra feita! Mas não nos acomodamos”, prosseguiu: “Temos obra feita mas poderíamos ter conseguido concretizar mais projectos não fossem as limitações e inversões de leis e normas nos últimos 4 anos, bem como as restrições financeiras impostas pelo Governo, a começar pela Lei das Finanças Locais”.
João Lobo apresentou o caso do Orçamento de Estado para 2009 que voltou a esquecer, mais uma vez, a população do concelho da Moita, com o Plano de Investimentos da Administração Central, vulgo PIDDAC, a revelar uma diminuição geral no investimento público, sendo o concelho da Moita, novamente, um dos mais afectados pelos cortes financeiros. “Das propostas para o PIDDAC que apresentámos, à semelhança da iniciativa da bancada parlamentar do PCP, todas foram chumbadas. Há forças políticas que têm duas verdades, a que afirmam a nível local e a que votam e decidem a nível nacional na Assembleia da República”, vincou.
Convicto, o cabeça de lista à Câmara, declarou: “Aqui quero afirmar que não são estas alterações à lei, estes cortes financeiros que nos irão desanimar e afastar da luta em defesa do interesse público, das populações e dos trabalhadores. Podem contar com a nossa firme oposição à ofensiva que tem sido desencadeada contra o Poder Local Democrático e as conquistas de Abril”.
“Pela minha parte fica a garantia de enfrentar todas as dificuldades que nos surjam com entusiasmo, determinação e a ambição de que é possível fazer mais e melhor ao serviço das nossas gentes, porque vale a pena lutar e trabalhar diariamente «Por um concelho melhor para viver e trabalhar»”, concluiu.
A eleição directa dos executivos municipais
Por sua vez, o cabeça de lista da CDU à Assembleia Municipal da Moita realçou o valioso contributo do Poder Local para a construção e aprofundamento da democracia, um modelo inseparável da eleição directa dos executivos municipais. “Um quadro de exercício do Poder Local consagrado constitucionalmente, que honra a democracia portuguesa e que é necessário preservar, valorizar e aprofundar”, defendeu.
Joaquim Gonçalves lembrou que o PS e o PSD quiseram atacar o Poder Local Democrático, tendo aprovado na generalidade, no actual mandato da Assembleia da República, um projecto de Decreto-Lei que eliminava a eleição directa das Câmaras Municipais. “Tratava-se de um modelo que visava claramente garantir, de forma artificial e administrativa, uma maioria política à força política que tinha a presidência, em prejuízo do funcionamento colegial dos Órgãos Autárquicos e do acompanhamento plural da gestão dos executivos municipais, reduzindo drasticamente o quadro de fiscalização democrática e de gestão transparente”, denunciou o candidato. Joaquim Gonçalves fez notar que foi com a luta e os argumentos dos autarcas da CDU que muitos autarcas de várias forças políticas fizeram cair tal projecto de Lei, não tendo sequer sido colocado à votação global na Assembleia da República. “Assim, em Outubro, teremos como anteriormente duas eleições autónomas, em dois boletins de voto, um para a Câmara e outro para a Assembleia Municipal”, insistiu.
Projecto assente nas aspirações das populações
Sobre estas eleições autárquicas, Joaquim Gonçalves disse que a CDU tem um projecto para o concelho da Moita, “assente nas aspirações das populações e tendo como base o Plano Director Municipal que o PS, o PSD e o BE quiseram boicotar por todas as formas a sua aprovação na Assembleia Municipal, porque sabem que tal projecto foi ganhador nas últimas eleições autárquicas e não se apresentam com alternativas credíveis perante as populações”. “É na continuidade deste projecto CDU para o concelho da Moita que aceitei e aceito participar neste projecto colectivo, ao serviço das populações das seis freguesias do concelho”, justificou.
Jorge Taylor, dirigente do Partido Ecologista “Os Verdes”, lembrou que este é o ano de todas as eleições (Parlamento Europeu, Legislativas e Autárquicas), por isso, “mobilizar, esclarecer, intervir e lutar vai ser a nossa maneira de agir local. A CDU está constituída e reforçada, pronta para estas batalhas eleitorais, certa de que as boas equipas são para manter”, afirmou.
Distintiva qualidade na gestão CDU
Margarida Botelho, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP e responsável da DORS, no encerramento das intervenções referiu-se ao projecto autárquico que tem servido e tem representado a população da Moita desde o 25 de Abril de 1974, e saudou os dois candidatos da CDU já anunciados, que irão continuar este trabalho no próximo mandato. “Aqui na Moita, o projecto autárquico do PCP e a gestão da CDU têm apresentado uma distintiva qualidade na gestão, uma defesa intransigente dos interesses populares e uma elevação da qualidade de vida, e uma capacidade de conhecer os problemas e pôr no terreno as melhores soluções”, declarou. E afirmou: “O anúncio destas candidaturas é também o compromisso de que queremos continuar este trabalho e aprofundar este projecto para melhorar a vida e a qualidade de vida das populações do concelho da Moita”.
J. BA